segunda-feira, 28 de outubro de 2013

CUBA : Farsa e Miséria de um povo,51 anos de Ditadura comunista dos Irmãos Castro. Brasil,acorda,ou seremos mais um na América Latina.

Há algum tempo eu queria escrever sobre Cuba. E há algum tempo eu queria conhecer Cuba, sonho que eu consegui realizar em 2009. Quando comecei a organizar a viagem, eu fiz questão de escolher formas de estar em contato com o povo cubano. Por isso, me hospedei por 5 dias em uma casa de familia, em pleno bairro histórico Habana Vieja. Essas casas de familia tem autorização para hospedar estrangeiros, mediante o pagamento de uma taxa mensal ao governo. Há regras: estrangeiros não podem receber visitas de cubanos nessas casas (pra se evitar a prostituição), e cada quarto disponível pode hospedar apenas 1 ou 2 pessoas. Essas casas tem autorização para oferecer hospedagem e o café da manhã, mas não podem oferecer as refeições (embora todas a façam ilegalmente). Eu não podia imaginar que um país pudesse ser tão corrupto como Cuba. É o lugar onde tudo é proibido, mas tudo é possível se vc "pagar". Em Cuba não há quase nada, a população se alimenta apenas de pão, arroz, frango, batata, abóbora e uns poucos legumes. Mas se a pessoa "pagar", ela tem acesso a absolutamente tudo. Desde lagosta (cuja pesca é proibida) até mulheres. Tudo entregue na porta do hotel ou da casa alugada. Há 2 moedas: o peso cubano e o CUC - peso conversível, dinheiro usado pelos estrangeiros. Os cubanos recebem em média 500 pesos cubanos de salário mensal (que equivalem a uns US$20,00). Cada CUC vale aprox. 1 Euro. Há sempre 2 tipos de comércio: um pros cubanos, que utilizam o peso cubano como moeda; e aqueles destinados aos estrangeiros, que utilizam o CUC como moeda. No comércio destinado aos cubanos, subsidiado, só os cubanos podem adquirir alimentos, tudo controlado e limitado (através de caderninhos). Os preços são simbólicos, centavos, de modo que, ao final do mês, ainda sobra parte daquele salário de US$20,00. Pra se ter uma idéia, nas padarias dos cubanos havia apenas um tipo de pão disponível, e não havia qualquer tipo de doce à venda. Nas padarias destinadas aos estrangeiros, uns 3 tipos de pães bem simples, e uns 3 ou 4 tipos de doces, também simples. Nos restaurantes que atendem os estrangeiros uma refeição sai em média 20 CUCs (que equivalem a 20 Euros, ou ao salário mensal de um médico cubano - US$25,00). E a comida era simples, limitada. Uma das coisas que eu mais estranhei era a quantidade relativamente pequena de carros nas ruas. Havia carros novos, além daqueles antigos que estamos acostumados a ver nos filmes. Também estranhei a variedade das cores das placas dos carros - umas 7 ou 8 cores diferentes. Nos primeiros dias, tentei que alguém me explicasse a diferença, mas as pessoas simplesmente se recusavam a responder qualquer pergunta que eu fizesse. Até que, no penúltimo dia, eu consegui conversar com uma menina de aprox. 18 anos que, num final de tarde, fazia ginástica na calçada perto da casa onde eu estava hospedado. Puxei conversa, ela se aproximou e se apresentou. Disse que era uma soldado do exército cubano, e exibiu suas credenciais. Fiquei espantado. Enquanto a gente conversava, uma moto se aproximou com um homem e uma mulher na garupa. Ela conversou com essas duas pessoas e, depois que partiram, me explicou que era sua mãe e seu padrasto. Eu tinha ouvido um boato de que era proibido pro cidadão comum ser proprietário de um veículo em Cuba, e perguntei a ela porque a sua mãe podia ter uma moto. Ela me explicou que funcionários do governo não só podiam ter um veículo, como também esse veículo era fornecido, mantido e abastecido pelo governo. E disse que sua mãe era uma espécie de "controladora de massas". Ela explicou que em cada quarteirão há um "controlador de massa", espécie de fiscal (me pareceu simplesmente o "dedo-duro" do quarteirão), que controlava e fiscalizava tudo o que acontecia naquela redondeza. Ela também me explicou que, dependendo do cargo ocupado, a pessoa poderia possuir um tipo diferente de carro e, por isso, as cores diferentes das placas. Tudo bancado pelo governo, só pros apadrinhados. Havia também carros com placas de embaixadas, e uma certa cor de placa era destinada àquelas pessoas que vinham estudar na ilha e que traziam o seu carro para usar enquanto estivessem ali - obviamente, pessoas com muita grana. Pelas ruas das cidades há outdoors enaltecendo a democracia e os ideais da revolução. Mas, nas ruas, as pessoas se recusam a conversar com estrangeiros, exceto para pedir dinheiro ou tentar aplicar algum pequeno golpe. Nada democrático. Deu pra perceber que Cuba vive hoje do dinheiro trazido pelos turistas e também da ajuda internacional daqueles países que ainda se sensibilizam com as condições do país. Pura farsa: os membros do partido e os funcionários do governo vivem como reis, cheios de regalias e infinitos benefícios. Mas a população vive na miséria. Parte da população ainda vive na ilusão criada pelos ideais da revolução. Outra parte vive com medo de abrir a boca e se conforma com a situação de miséria. O pouco alimento que o país produz é vendido de forma subsidiada à população que sobrevive com o mínimo do mínimo. É o básico do básico. Os cubanos parecem fortes e saudáveis, mas vivem apenas com o pão, arroz, feijão, frango e uns poucos legumes. Lá tudo é nivelado: por baixo. Estava me esquecendo de contar: no final da conversa com aquela menina, eu perguntei o porque de ela ter sido tão simpática e ter respondido as minhas perguntas. Ela respondeu que eu era um "namorado" em potencial e que um dia poderia tirá-la da ilha de alguma forma. Triste. Conhecer Cuba é interessante, marcante. É um lugar pra se visitar uma vez na vida, mas um lugar que não deixa saudade.